Na segunda edição, a ArtRio supera qualquer sonho carioca

Um investimento de R$ 9,5 milhões  atraiu 74 mil visitantes em quatro dias [atualização]

For ArtRio snowballs into a draw far beyond carioca dreams, the second time around, click here

Será que a ArtRio entrará no mesmo rol que Tefaf, Art Basel, Frieze e Art Basel- Miami Beach como um dos maiores eventos mundiais de arte comercial? Pode ser, de acordo com um artigo da Veja Rio  que resume o empreendimento. Desde o seu nascimento no ano passado, a ArtRio dobrou de tamanho, passando a ocupar quatro armazéns do Pier Mauá na região portuária, em plena revitalização.

A ArtRio acerta no alvo?

“Estou pensando em abrir uma galeria aqui,” disse o galerista costarriquenho Klaus Steinmetz , durante o dia de visita prévia para 18.000 “VIPs”, quarta-feira.  “São Paulo é muito forte para os colecionadores brasileiros, mas não para os estrangeiros. Se existisse uma cena real de galerias aqui, poderia atrair muita gente para o Rio, que é uma cidade com grande apelo.”

A feira abriu no meio da série OiR  de instalações temporárias ao ar livre, de exposições maravilhosas nos museus da cidade, das esculturas “Balanço” de Raul Mourão na Praça Tiradentes com uma festa aberta hoje, e de uma escultura em formato de túnel por Ernesto Neto na Leopoldina, estação ferroviária desativada.

Mistura do velho e do novo, um dos pontos fortes do Rio

O crescimento econômico do Brasil, os investimentos da indústria de petróleo e gás, o poder consumista da nova classe média – e mais a pacificação – colaboram para conectar o mercado de arte local com o mundo. A galeria Steinmetz está expondo o trabalho do artista brasileiro  Mozart Guerra (criador do índio amarelo e vermelho acima), desconhecido no próprio país por ter morado em Paris nos últimos vinte anos. Esse é o modo criativo que a galeria decidiu adotar para abrir caminho, além dos 40 mil reais equivalentes gastos para estar aqui. Pouco mais da metade desse valor foi gasto com o stand de vinte metros quadrados.

Mercado crescente

No ano passado, a ArtRio surpreendeu a todos, mas, principalmente aos paulistanos, pois logrou vendas de R$ 120 milhões, três vezes o que a feira de São Paulo faturou, pouco antes. Um número pequeno de galerias paulistas participou em 2011, mas elas vieram com força total neste ano. “E trouxeram a clientela,” disse Claudio Edinger, um dos fotógrafos mais importantes do país. Os museus também organizaram visitas: a Pinacoteca de São Paulo e o MAM paulista juntaram cerca de quarenta colecionadores cada um para visitar a ArtRio, disse Maria Luz Bridger, diretora de relações públicas VIP da feira, ao RioRealblog.

E vai e vai e vai…

E, segundo O Globo, o diretor de programas internacionais do MoMA, Jay Levenson, que nunca pisou na feira de arte de São Paulo, apareceu por aqui. “É fantástico que seja apenas a segunda edição. A feira é enorme,” ele disse ao jornal. “E um grande benefício é ser no Rio, cidade onde todos querem estar agora”.

De acordo com a Veja, neste ano 120 galerias participam (enquanto eram apenas 83 em 2011), exibindo as obras de nada menos do que mil artistas, valendo um total de 130 milhões de dólares.

Caixa de música que toca The Clash através de uma parede

Com esse salto, apenas passeios curtos

Os quatro armazéns cansam os pés, mas abrigam uma variedade tão envolvente de arte estrangeira e brasileira que o visitante facilmente se esquece de ir para casa. Há Picassos, Warhols, Koons e dezenas de outras peças dignas de museus, além de uma exposição completa de esculturas da famosa Galeria Gagosian, expositor debutante no evento.

Tem de tudo

tantas coisas acontecendo na feira e ao redor dela, e tudo tão bem organizado– stands de comida, visitas a galerias cariocas espalhadas pela cidade, um bar e festa da boate 00, atividades para crianças, um stand da Casa do Saber, bate-papos com e sobre artistas, pessoas vestidas como homens e mulheres das cavernas e empunhando bastões, doces bizarros, lançamentos de livros — que aquele bordãoimagine na Copa” nem passa pela cabeça.

Ilana Strozenberg e Luisa Duarte falam sobre e com a artista Iole de Freitas, cercada por uma de suas esculturas

Porém, sempre tomam precedência os pensamentos inquietadores, tipo: com tanto dinheiro, espaço, interesse e dedicação, quanto se poderia ter feito para evitar o terrível assassinato de seis adolescentes, que aconteceu no último final de semana, não muito longe dali.

A Gagosian, no Rio de Janeiro!

Tradução de Rane Souza

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American journalist, writer, editor who's lived in Rio de Janeiro almost 20 years.
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