Você já foi à Penha?

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Além-túnel

No caminho do aeroporto surge a Igreja da Penha, empoleirada num pequeno morro. E dá para vê-la de muitos outros lugares…

Nossa Senhora da Penha

Curiosamente, a palavra penha, ou montanha (prima de penhasco)– entrou na língua portuguesa pelo hebraico. A pequena igreja data do século XVII, do qual não sobrevive nenhum resquício evidente. Mesmo assim, é muito bonita, com vistas deslumbrantes. Dá para ver o mar, e até  a famosa estrada pela qual os traficantes fugiram da Vila Cruzeiro, há quase um ano.

A subida vale a pena

A história do nome é confusa. No norte da Espanha, um monge francês viu Nossa Senhora da Penha em 1434, num penhasco chamado de Penha da França.

Pode-se subir a escadaria à Penha carioca para fazer penitência– mas existe um bonde, para quem preferir.

Mais seguro do que antes

Aqueles que pedem favores à Nossa Senhora da Penha sempre agradecem quando ela cumpre. No pé da escadaria há uma loja de suvenires onde se compram partes do corpo em cera, para deixá-los como agradecimento em uma sala de museu no andar de cima. A sala também contém vitrines com vestidos de noiva, fotos, rabos de cavalo, tranças e cachos, medalhas e uniformes militares…

Não custam os olhos da cara

A região em volta à igreja também já foi um quilombo. Por isso o museu expõe ferramentas de escravidão.

Muita dor

A igreja e o bairro de Penha ficaram meio abandonados nos últimos anos. Agora é mais fácil morar na Penha ou fazer visitas, após a diminuição do uso de armas nas favelas contíguas do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro.

A paz permite a mobilidade além túnel

No fundo dá para ver o novo teleférico do Complexo do Alemão

A indústria da Penha, tal como o Cortume Carioca, cujo primeiro dono foi o pai do famoso paisagista Roberto Burle Marx, atraia imigrantes portugueses e alemães. Como aconteceu com muitas indústrias cariocas, o curtume faliu na década de 1990.

O terreno vazio atrás dos prédios brancos à esquerda é onde ficava o Cortume Carioca

A Festa da Penha acontece em outubro e novembro, com barracas de comida e dança nas áreas por onde se chega à igreja. Conta-se que o primeiro samba, Pelo Telefone, composto em 1917, estreou na festa.

Passeio familiar

Festeiros e romeiros não são os únicos que chegam para conhecer a Penha…

Fé na igreja, pé na estrada

Nossa Senhora de Aparecida é padroeira dos motoqueiros. Domingo passado esses entusiastas de Harley Davidson esquentavam os motores e recebiam um benção, antes de rumar para o santuário de Aparecida do Norte.

O BRT Transcarioca, corredor expresso de ônibus articulado, passará pela Penha.

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About Rio real

American journalist, writer, editor who's lived in Rio de Janeiro for 20 years.
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3 Responses to Você já foi à Penha?

  1. Excelente post sobre a Penha. Moro no Rio há mais de 20 anos e nunca fui até lá. Como tenho arritimia cardíaca, fujo de escadas e aglomerações de onde seja difícil evadir-se velozmente. Mas agora fiquei até animada, quem sabe? Essa cidade é cheia de histórias fascinantes, de fato.

  2. Devires says:

    Algo que me vem à cabeça sempre que visito ou vejo algo sobre o Rio: como vocês, todos vocês, governo e gente comum, deixaram chegar a esse ponto, onde por exemplo uma pessoa com arritmia cardíaca precisa selecionar os lugares a visitar para se garantir de qualquer contratempo? Como voces deixaram chegar a esse ponto?

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